Linux não terá mais termos considerados racistas em seu kernel. Entenda.
A partir de agora os desenvolvedores devem utilizar novos termos para expressões que tenham algum tipo de conotação racista
Na última sexta-feira (10), foi aprovado um novo vocabulário para o código do sistema operacional do Linux. A ação tem como objetivo acabar com termos racistas no Linux, e foi aprovado pelo Linus Torvalds, principal engenheiro responsável pelo kernel do Linux.
Portanto, a partir de agora os desenvolvedores devem utilizar novos termos para a combinação master/slave (mestre/escravo) e blacklist/whitelist (lista negra/lista branca).
Termos racistas no Linux
Geralmente, os termos master/slave são utilizados no hardware, arquitetura e códigos para se referir a um dispositivo, base de dados ou processo que controla outro. Já blacklist/whitelist tem como objetivo criar listas de exceção, de bloqueio ou permissão, respectivamente.
Entretanto, outras alternativas para a substituição dos termos foram propostas.
A princípio, a Linux não recomendou um termo específico, mas orientou os desenvolvedores escolherem de acordo com o que fosse mais adequado. A nova nomenclatura será utilizada para novos código-fontes escritos para o kernel do Linux e para a documentação associada.
Confira abaixo a lista.
Para master/slave foram:
- primary/secondary
- main/replica or subordinate
- initiator/target
- requester/responder
- controller/device
- host/worker or proxy
- leader/follower
- director/performer
Já para blacklist/whitelist são menos opções:
- denylist/allowlist
- blocklist/passlist
Portanto, os termos antigos só serão permitidos para manter códigos mais antigos e sua documentação.
A inciativa para tais mudanças, vieram após a onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos devido à morte de George Floyd.
Porém, há alguns anos os desenvolvedores já questionavam problemas relacionados com o uso de uma linguagem retrógrada. Mas somente agora, o assunto está sendo discutido e colocado em prática.
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